Manifestações pró-Lula reuniram apoiadores em capitais e outras cidades durante a reta final da campanha de 2026. Segundo a reportagem publicada em 23 de outubro, os atos combinaram mobilização nas ruas e participação nas redes sociais.
As manifestações ocorreram após o resultado do primeiro turno, com o segundo marcado para 25 de outubro. A disputa eleitoral motivou atos de apoio à reeleição do presidente Lula em diferentes regiões do país.
Estudantes, trabalhadores, movimentos sociais e comunidades de fãs estiveram entre os participantes. Entre 10 e 14 de outubro, a reportagem registrou mobilizações em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Natal, Recife, Salvador e Brasília.

Além do apoio eleitoral, os atos reuniram reivindicações sobre educação pública, direitos trabalhistas e defesa da democracia. A reportagem também aborda a participação de jovens e o uso da cultura pop e das redes sociais no engajamento político.
Atos em São Paulo e no Rio unem mobilização de rua e campanha
No domingo (11), a Avenida Paulista recebeu movimentos sociais, estudantes, torcidas organizadas e comunidades de fãs de artistas pop. Lula participou do ato, cuja campanha estimou público superior a 1 milhão de pessoas; cerca de sete quarteirões da avenida ficaram ocupados.
Durante o discurso, Lula dirigiu-se aos jovens e pediu que assumissem responsabilidades na mobilização política. Também orientou eleitores a conversar com idosos e pessoas que não votaram no primeiro turno para que comparecessem às urnas em 25 de outubro.
Em 13 de outubro, o Largo da Batata recebeu o chamado Ato da Virada, realizado sob chuva e com a presença de Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva e Erika Hilton. A Polícia Militar e os institutos de contagem técnica não divulgaram estimativa oficial do público.
No Rio de Janeiro, um ato em Copacabana no dia 12 reuniu estudantes, famílias, parlamentares de esquerda e sindicalistas na Avenida Atlântica. Os discursos criticaram Flávio Bolsonaro e defenderam o fim da escala 6×1; a concentração prevista para o meio-dia avançou por cerca de sete quarteirões. Para 18 de outubro, Caetano Veloso convocou o Ato Musical pela Democracia no Posto 5, organizado pelos coletivos 342 Artes e Mídia Ninja, com apresentações de Djavan, Gilberto Gil e da bateria da Mangueira.
Mobilizações alcançam Porto Alegre, Nordeste e Brasília
Em Porto Alegre, a Caminhada da Virada começou às 18h de 13 de outubro, na Esquina Democrática, no Centro Histórico. Por volta das 19h, apoiadores seguiram com carros de som e lideranças partidárias até a Praça da Alfândega; a mobilização integrou uma série de atos realizados naquele dia em 11 capitais.
Lula participou de um ato de campanha em Natal em 10 de outubro, acompanhado por lideranças políticas, governadores nordestinos e apoiadores. Ele afirmou que o segundo turno definiria políticas de saúde, educação, cultura, emprego e proteção social, e defendeu que o Nordeste tivesse as mesmas oportunidades que outros estados. A agenda também apoiou Cadu de Lula (PT), candidato ao governo do Rio Grande do Norte contra Allyson Bezerra (União Brasil); em 13 de outubro, estudantes e movimentos sociais fizeram outro ato na cidade.
Em Recife, estudantes convocaram o ato Estudantes com Lula pelo Futuro do Brasil para 11 de outubro, no Parque 13 de Maio, e o Estudantes Uni-Vos! para 14 de outubro, no Calçadão da Boa Vista. Em Salvador, militantes do PT se manifestaram em 11 de outubro nos bairros da Barra e do Campo Grande, após o anúncio de uma visita de Flávio Bolsonaro à capital baiana para o dia 17; ele tinha apoio de ACM Neto, do prefeito Bruno Reis e do ex-ministro João Roma.
Na capital federal, estudantes da Universidade de Brasília (UnB) aprovaram a mobilização em assembleias organizadas pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). A concentração ocorreu em 13 de outubro, no Museu da República, e a caminhada exibiu a frase “Estudantes pela democracia” projetada na cúpula; entre os políticos presentes estavam Agnelo Queiroz, Max Maciel, Gabriel Magno e Erika Kokay. Em 18 de outubro, manifestantes voltaram ao Museu Nacional da República e seguiram pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional; também houve atos em cidades como Belo Horizonte, Belém, Vitória, Florianópolis, Curitiba, Fortaleza, Nova York e Lisboa.
Juventude, reivindicações trabalhistas e cultura pop ampliam o engajamento
Além do apoio eleitoral, as manifestações pró-Lula reuniram pautas de educação pública, direitos trabalhistas e defesa da democracia. Entre as reivindicações estavam mais investimentos nas universidades públicas e o fortalecimento de políticas de assistência e permanência estudantil.
O fim da escala 6×1 também apareceu entre as demandas dos atos. Segundo a reportagem, a proposta foi aprovada pelo Senado em dois turnos na quarta-feira, 14 de outubro.
Estudantes, centros acadêmicos e movimentos universitários tiveram participação destacada nas mobilizações. Em Brasília, por exemplo, a iniciativa foi aprovada em assembleias do DCE da UnB, enquanto atos em outras cidades reuniram estudantes e movimentos sociais.
Nas redes, comunidades de fãs de Lady Gaga, BTS e Taylor Swift incorporaram a cultura pop ao debate político. Outro exemplo foi o meme “Estou com Lula”, no qual usuários mencionavam características pessoais ou identidades — como “sou calvo” — antes de declarar apoio ao candidato à reeleição.


